A mamografia é um exame de raio-x de baixa dose que ao atravessar o tecido mamário permite a detecção de alterações benignas, pré-malignas e malignas.

O primeiro estudo científico a demonstrar que a mamografia reduz mortes por câncer de mama foi realizado em Nova York entre os anos 1963-1970 e publicado em 1971 na revista americana JAMA.

Desde então quase todas as pesquisas demonstraram o mesmo benefício e desde os anos 1990 o exame passou a ser universalmente indicado para a prevenção do câncer de mama.

Apesar de amplamente aceita, a mamografia tem alguns pontos falhos e uma publicação canadense de 2014 fez aumentar os questionamentos sobre o real benefício do exame, servindo como justificativa para que serviços de saúde pública passassem a limitar a indicação do exame.

Entretanto, uma nova pesquisa científica realizada na Suécia e publicada em fevereiro de 2019 (revista CANCER) mostrou que mulheres que tiveram câncer de mama e faziam mamografia morreram muito menos da doença quando comparado com aquelas que tiveram câncer e não realizaram a mamografia (redução de 60% de mortes em 10 anos e 47% em 20 anos).

Com base em 50 anos de pesquisas sobre mamografia, ninguém tem dúvida que a mamografia salva vidas e deve ser rotineiramente realizada, mesmo estando longe de ser um exame perfeito.

As sociedades médicas mundiais e brasileiras mantém a indicação de mamografia anual a partir de 40 anos, enquanto os órgãos governamentais (SUS) defendem que os exames devem iniciar aos 50 anos e apenas de 2 em 2 anos.

Por fim, vale lembrar que a prevenção do câncer de mama não é só mamografia, mas inclui autoexame mensal, consulta médica anual, ultrassom de mamas em alguns casos e, em pacientes de alto risco, ressonância magnética de rotina.

Para saber quais exames de prevenção se aplicam ao seu caso específico você deve conversar com o seu médico.

POR André Marini

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *